José Pinto nasceu em Vila Real, Portugal, 1988. Filho de mãe angolana e pai português, tem vivido entre Cabo Verde e Portugal. Recebeu formação em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade da Beira Interior, Portugal, em Artes Cénicas no Camões, IP, Cabo Verde, e em Experiência Estética e Poesia Contemporânea na Escola de Escritas, Portugal. Frequenta o Seminário de Experimentação Literária, com Luís Carmelo.

Poeta, dramaturgo, tradutor, performer e investigador independente, foi dramaturgo e dramaturgista no UMCOLETIVO, Portugal, de 2018 a 2021. Diversos textos para teatro e adaptações seus foram estreados, entre os quais se destaca: “Segundo sacrifício: um exemplo para João Vário” no Palácio da Cultura Ildo Lobo, Cabo Verde, “Onde vive Blimundo” na Antena 2, Portugal, e “JúliA” na RTP 2, Portugal.

Em Cabo Verde, fundou o projeto independente txon-poesia em 2017, no qual se tem dedicado a programar atividades, tais como apresentações de livros, revistas e projetos, leituras, spoken word, conversas, oficinas, exposições, projeção de filmes; a criar performances e espetáculos, a dinamizar sessões de teatro-fórum, bem como a editar a Revista txon, em torno da poesia e poética, a partir de uma perspetiva transdisciplinar, intercultural, intergeracional e participada. O projeto, criado em conjunto com poetas e artistas da comunidade, é atualmente associação cultural sem fins lucrativos.

Colaborou com Genaro da Silva na edição do número 001 da Revista dos Tr3sReinos, Galiza, 2016, assim como na tradução e revisão. Escreveu e leu com Carlos da Aira o poema “[Eu xa bailei a muiñeira con Camões nunha romaría, no castro de Santa Tegra.]” na Cultura Que Une, Portugal, 2016. Leu com Pedro Lamares e Dembele Mamadou na “Leitura do outro mundo”, Camões, IP, Cabo Verde, 2018.

No teatro, colaborou com Chica Carelli (Teatro Vila Velha, Brasil), quer na dramaturgia, quer na escrita do texto “Somos todos Ubu”, título do espetáculo estreado no âmbito do projeto KCENA 2017, Cabo Verde. Poemas autorais foram adaptados para dois melodramas pelo compositor, maestro e pianista Filipe Pinto. Um deles, o “Tríptico para piano, voz e viola d’arco”, foi apresentado na Alemanha em 2015.